20 de fev de 2015

Com Anne Hathaway, 'Song One' inspira os admiradores de música

Eu fiquei procurando um filme que me inspirasse a retornar com meus textos aqui no Cinestrela. E acredito que achei um perfeito, daqueles filmes que eu gosto muito, sabem? Aqueles que eu acho perdido por aí, vejo sem muita pretensão e termino com a boa sensação de que encontrei algo que valeu a pena.

Esse é o caso de “Song One”, ainda sem tradução para o português e sem previsão de estreia por aqui. O filme conta a história de Franny (Anne Hathaway), uma jovem antropóloga solitária que está tentando tirar seu doutorado vivendo no Marrocos. Após um dia comum de trabalho, ela recebe uma ligação desesperada da mãe: seu irmão sofrera um acidente e está em coma no hospital. Sem pensar duas vezes, ela corre e retorna para Nova York, cidade onde a família reside.

Sem uma previsão de que Henry (Bem Rosenfield) irá acordar, Franny começa a reviver a vida do irmão por meio de um diário que ela encontra em seu quarto. Vai aos lugares que ele frequenta, ouve as músicas que ele gosta e até come comidas que ele descreve gostar. Em uma dessas tentativas de conhecer melhor o irmão, ela conhece James Forester (Johnny Flynn), um famoso cantor indie, que é o maior ídolo de Henry.

A partir daí o filme se divide em uma história de duas pessoas se conhecendo e se apaixonando e uma história da irmã, que tenta ser forte, na espera que seu irmão acorde de um coma. Anne Hathaway é uma das minhas atrizes preferidas e mais uma vez ela não me decepcionou. Uma atuação impecável de uma mulher forte, dedicada e com uma profundidade admirável. Johnny Flynn, um ator não muito conhecido sul-africano, também vai muito bem. Além de muito bonito, com cara de rock star, o seu personagem conquista pela timidez e dificuldade para se expressar quando não está em um palco com seu violão.


Além disso, a trilha sonora do filme é espetacular.  As sequências indies dos bares e shows que Franny e James frequentam são harmoniosas e agradáveis. Vale um destaque para uma passagem onde ouvíamos “Leãozinho”, de Caetano Veloso, interpretada por um músico local com um sotaque engraçado e leve.

Fugindo dos clichês comuns dos dramas hollywoodianos, “Song One” é inspirador. Ainda mais para quem é fã de música e de filmes que se baseiam em músicas.

29 de jan de 2015

"Gotham": o tiro certeiro da DC Comics

Grande rival da Marvel, a DC Comics começou a ficar para trás depois que a quase falida empresa de Stan Lee ganhou grande destaque no mercado de produções sobre super-heróis. Tendo só os filmes do "Batman" como principal expoente do mercado, a DC viu sua tentativa de trazer "O Homem de Aço" de volta se tornar um fracasso. 

Entretanto, no mercado das séries a DC vai bem. Já possui a bem-sucedida "Arrow" e lançou, com sucesso, em 2014, "The Flash". Mas a melhor ideia da empresa foi investir em um dos seus principais personagens quando decidiu chamar o roteirista de "The Mentalist", Bruno Heller, para escrever "Gotham"

O seriado acontece na cidade homônima quando os pais de Bruce Wayne são assassinados. O personagem principal é James Gordon, o famoso comissário das histórias em quadrinhos do morcego. Ele é um soldado que abandonou o serviço no exército americano e começa a trabalhar no Departamento de Polícia de Gotham. Gordon é interpretado por Ben McKenzie, famoso por fazer o rebelde Ryan em "The O.C". Ben caiu como uma luva no papel, com suas caras e bocas de quem está incomodado com uma situação que não concorda. E essa situação é a que mais acontece na Gotham que ele encontra. Policiais e políticos corruptos que estão nas mãos da máfia comandada por Falcone e Maroni. 


A série segue o visual sombrio apresentado na trilogia de Christopher Nolan. Com um roteiro bem amarrado, conta a origem de muitos personagens famosos, não só de Bruce Wayne, como Mulher-Gato, Pinguim, Hera Venenosa, Charada, entre outros. 

Vale a pena conferir mesmo se você não gosta do universo do Homem Morcego. A série, que já exibiu 11 capítulos da primeira temporada, passa todas as segundas, às 22h30, no Warner Channel.

24 de mai de 2014

"Game of Thrones" no mundo Disney

O próximo - e tão esperado - episódio de "Game of Thrones" só vai ao ar no dia 1º de junho. Enquanto esperamos pelas próximas emoções, os ilustradores brasileiros Fernando Mendonça e Anderson Mahanski resolveram transformar o mundo de GOT em algo ainda mais mágico.

Já pensou se os personagens da série fossem da Disney?

Bran e Hodor

Cersei Lannister

Jon Snow e Fantasma

 Tyrion Lannister

Daenerys e um de seus dragões

Para conhecer mais do trabalho dos ilustradores: Fernando Mendonça e Anderson Mahanski.

15 de mai de 2014

Novo acerto, "Capitão América 2" prepara terreno para sequência de "Os Vingadores"

Se antes o Capitão América era um herói de guerra, seus passos no mundo atual o levam a atuar dentro de um conflito recheado de espionagem. É partindo por esse conceito que ele reaparece em "Capitão América 2 – O Soldado Invernal", um das principais estreias do cinema neste ano.

O personagem tem a missão de continuar o ousado projeto da Marvel Studios em levar seus quadrinhos para a sétima arte e explorar mais seu próprio universo. Steve Rogers (Chris Evans) trabalha para a S.H.I.E.L.D. e sempre é chamado para neutralizar ameaças na companhia de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), a Viúva Negra. A aproximação dos heróis é responsável por algumas cenas nas quais o protagonista é questionado sobre como tem sido sua vida depois de ser descongelado e acordar seis décadas depois, incluindo curiosidades sobre relacionamentos.

Por conta dessa ausência, a lenda viva faz anotações em um caderno sobre o que precisa pesquisar para se atualizar. A lista brasileira (a Disney e a Marvel elaboraram seleções diferentes para cada mercado) inclui Mamonas Assassinas e Ayrton Senna, enquanto a brincadeira original passa por Star Wars e Nirvana.

O interessante do novo filme é como a parte humana e a ética do Supersoldado acabam por ser suas principais armas. Diante de revelações feitas ao longo do título, ele descobre estar sendo manipulado por ideias e jogos de interesse. Até mesmo a credibilidade do chefe Nick Fury (Samuel L. Jackson) é colocada em xeque, além de toda a estrutura da S.H.I.E.L.D. Ele luta pela liberdade e não medirá esforços para fazer com que máscaras (e porta-aviões) sejam derrubados.


Entre os personagens inéditos estão o Falcão (Anthony Mackie, de "Menina de Ouro" e "Gigantes de Aço"), que promete fazer aparições em filmes futuros da franquia, e a participação especial do veterano Robert Redford (vencedor do Oscar por "Gente como a Gente") na pele de um intrigante líder da agência secreta. Boa parte das atenções do público estará voltada para o misterioso Soldado Invernal. Fãs das HQs terão de admitir a boa adaptação do vilão para o cinema, mas alguns poderão chiar em relação a certas mudanças feitas pelos cineastas Anthony e Joe Russo (dupla quase sem experiência na direção que surpreende neste projeto). O que importa é que o antagonista funciona bem e sabe sair de cena quando o verdadeiro mal aparece.


"Capitão América 2" faz parte da segunda fase de adaptações da Marvel e parece ser peça fundamental na sequência de "Os Vingadores", no ano que vem.

Teia do "O Espetacular Homem-Aranha 2" une qualidade e diversão

Entre cenas de ação afiadas, "O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro" ("The Amazing Spider-Man 2"), tenta ser um filme sobre esperança. A busca por algo melhor é constante no longa-metragem que está lotando as salas brasileiras desde o início de maio. O tema aparece no esforço do protagonista em resolver seus problemas ou por conta de o diretor Marc Webb (do indie "(500) Dias com Ela") tentar evoluir o material em relação ao que apresentou no reboot de 2012. Nos dois casos, parte desse desejo foi alcançado, mas ainda fica a sensação de que algo está faltando.

O britânico Andrew Garfield ("A Rede Social") está muito bem vivendo o protagonista e consegue mesclar o lado nerd de Peter Parker (que ainda continua descolado demais na vida real) com o estilo descontraído do Cabeça de Teia. Agora, o jovem deixa o colégio e está aproveitando ao máximo a diversão de ser o Homem-Aranha, como balançar entre os prédios de Nova York em takes que fazem o 3D valer a pena. O drama pessoal é tentar se manter longe da bela Gwen Stacy (Emma Stone, de "Histórias Cruzadas"). A relação entre os atores, namorados na vida real, traz para o enredo uma química muito positiva. Com Gwen, uma grande dúvida do público que acompanha a saga nas HQs será respondida.

Parte da diversão nesse universo é deixada para trás quando o roteiro insiste em explorar o motivo da morte dos pais de Peter como uma das reviravoltas na cinessérie. Talvez seja uma ideia que continue a não dar liga nessa mistura. A ligação do patriarca com a Oscorp ganha mais destaque quando Harry Osborn (Dane DeHaan, um dos destaques de "Poder sem Limites"), amigo de infância do protagonista, aparece para assumir como presidente da empresa. Esse relacionamento entre eles coloca em perigo o futuro do herói. Harry (ou uma versão mais perigosa e insana dele) tem participação em cena-chave que promete moldar o herói nos próximos anos.

Apesar de seu nome estar no título, Electro não é um antagonista dos mais célebres. O visual elaborado graças a efeitos visuais é o ponto forte da transformação do solitário Max Dillon (Jamie Foxx, de "Django Livre") no homem azul cheio de energia, mas sua motivação acaba sendo simplória.


"O Espetacular Homem-Aranha 2" tem como trunfo a viagem visual criada por Marc Webb e a boa dinâmica que ele comanda nos momentos de ação que parecem saltar das páginas dos quadrinhos. Os fãs sairão extasiados com as ótimas coreografias e explosões, tudo feito com qualidade, desde a abertura. A dificuldade em digerir o longa está no fato de se estruturar mais pensando em abrir o mundo paralelo do Homem-Aranha – com filmes já confirmados pelo estúdio – do que pensar no próprio personagem. Algumas peças ainda estão faltando, mas são unidas por teias de muita diversão.