18/03/2012
Julie & Julia - Meryl Streep nunca falha!
O Cinestrela é fã declarado de Meryl Streep. Por isso, quando soubemos que o Max HD iria exibir "Julie & Julia" no sábado, dia 17 de março, não demoramos para decidir qual iria ser a atração do nosso "Cine Sofá" daquela noite. Corrigimos, assim, uma lacuna imperdoável no nosso conhecimento sobre a filmografia da diva.
Existe algo que Meryl Streep faça que não seja perfeito? Ainda não presenciamos."Julie & Julia" é mais uma de suas obras irretocáveis. A comédia, que chegou aos cinemas em 2009, fala sobre a força da mulher, os problemas de um relacionamento amoroso e, claro, de comida. Aliás, a comida é o principal assunto do longa. É quase impossível terminar de assistir ao filme e não estar morrendo de vontade de comer algo.
"Julie & Julia" é uma mistura de duas histórias reais, que se passam em épocas diferentes. De um lado está a vida de Julia Child (Meryl Streep), uma americana que, no final da década de 40, vai morar em Paris com o marido diplomata. Encantada com a cidade, mas sem nada para fazer, ela resolve tomar aulas de culinária. Descobre, então, levar jeito para a coisa e é convidada a colaborar em um livro sobre o assunto, tornado-se uma famosa apresentadora de televisão e autora de vários livros de culinária. Sua obra-prima "Dominando a arte da culinária francesa", por sinal, é o que dá vida a história da personagem Julie Powell (Amy Adams). Em 2002, cansada do seu trabalho e procurando algo para animar a sua vida, ela resolve fazer todas as receitas de um dos livros de Julia. Além de cozinhar, ela passa a registrar em um blog todo o seu desafio. São 542 receitas em 365 dias. Será que ela consegue?
Nora Ephron dirigiu, escreveu e produziu. E a diretora do famoso "Mensagem para Você", com Tom Hanks e Meg Ryan, acertou de novo com "Julie & Julia". O segredo está na maneira como ela conseguiu costurar as as duas histórias. Duas mulheres tão diferentes, e tão parecidas, e que viveram em épocas completamente diferentes. Julia ganha vida baseada no livro "My Life in France", que traz as memórias da chefa no período em que ela viveu em Paris. Julie nasce do livro que leva o mesmo nome do filme, que começou com o blog e depois virou uma obra literária.
O roteiro é, com certeza, o principal destaque de "Julie & Julia". Não só com a maneira como as histórias são entrelaçadas - o que também vale ponto para a edição. Mas também na abordagem aos outros assuntos paralelos. Ephron fala de duas épocas tão diferentes mas consegue deixar bem clara a evolução do papel da mulher na sociedade.
Porém, como não podia deixar de ser, o melhor da história é Meryl Streep, indicada ao Oscar por esse filme. A atriz que acabou de ganhar seu terceiro Oscar (sim, apenas o terceiro em 17 indicações), por "A Dama de Ferro", é o grande destaque do longa. É impressionante como ela conseguiu interpretar Julia Child de maneira tão parecida. Até a voz ficou idêntica. E olha que não é uma voz fácil de se fazer. Para quem duvida da semelhança, é só ver esse vídeo: "Meryl Streep vs Julia Child".
Os detalhes que cercam Meryl também merecem destaque. Julia Child na vida real tinha 1,90m de altura. Meryl, tem 1,70m. E você realmente acredita que Meryl tem quase dois metros no filme, graças a bons truques de cena. Os móveis que acercam são sempre mais baixos. As câmeras sempre a pegam de baixo para cima e os outros personagens quase nunca contracenam muito próximos dela. São vários detalhes, mas que fazem toda a diferença .
Amy Adams, de "O Vencedor", simpática como sempre, está bem no papel de Julie. Entretanto, não gostei 100% da atuação. Talvez seja um pouco de culpa da diferença entre as duas personagens, que transforma Julie em alguém bem menos interessante. Ou porque é difícil uma atriz conseguir se destacar ao lado de Meryl Streep.
Mas o filme não é feito só de mulheres. Os homens também merecem destaque. E pelo mesmo motivo. Paul Child (Stanley Tucci) e Eric Powll (Chris Messina), são maridos de Julia e Julie, respectivamente. Ambos são carinhosos, atenciosos e super apoiam a paixão por cozinhar das mulheres. A diferença fica por conta da maneira como elas retribuem. Julia é uma mulher exemplar, já Julie deixa com que a pressão do blog afete seu casamento e quase perde o marido.
Chris Messina, de "Vicky Cristina Barcelona", também faz o favor de deixar o filme mais bonito. O americano não é o galã padrão, mas tem um charme bem interessante. Ainda sobre os dois, é um pouco estranho ver Stanley Tucci e Meryl Streep se beijando. Parece que estou vendo Miranda Priestly e Nigel, de "O Diabo Veste Prada", protagonizando um bissexto romance.
Com ótimas sacadas de humor, "Julie & Julia" não é uma comédia que fala apenas de culinária. É a história de duas mulheres que estavam perdidas na vida e que são salvas pela arte de cozinhar. Em tempo, só para não deixar passar em branco: por que não usamos mais manteiga para cozinhar tudo? Manteiga é uma das melhores coisas do mundo!
15/03/2012
Estreias da semana
O Cinestrela* está com uma novidade: a partir desta semana, traremos a você, às quintas-feiras, todos os lançamentos da semana nas salas de cinema e seus trailers. Você também poderá acompanhar o que esperar para as próximas semanas na aba "Lançamentos". Confira!
- Anderson Silva: Como Água (EUA)
Documentário sobre a vida do lutador de MMA Anderson Silva. A história conta os dias que antecederam o duelo contra Chael Sonnen pelo cinturão. Também traz depoimentos de outros lutadores brasileiros como Lyotto Machida e Junior dos Santos.
Confira o trailer:
- Guerra é Guerra (EUA)
Salas e Cinemas em São Paulo
Confira o trailer:
- Meu Primeiro Casamento (Argentina)
Adrian (Daniel Hendler) comete um erro no dia do seu casamento e, para evitar confusões, esconde o ocorrido de sua noiva, Leonora (Natalia Oreiro). No entanto, a situação se complica durante a festa do casamento e ele corre sérios riscos. O filme foi dono da maior bilheteria de 2011 na Argentina.
Salas e Cinemas em São Paulo
Confira o trailer:
Confira o trailer:
- Pequenos Espiões 4 (EUA)
Marisa Cortez Wilson (Jessica Alba) é casada com Wilbur (Joel McHale), um repórter conhecido por desmascarar espiões, e com ele tem um bebê e duas crianças, Rebecca (Rowan Blanchard) e Cecil (Mason Cook). Só que a esposa é uma ex-espiã, que decidiu largar a carreira para se dedicar à família. Precisando lidar com os dois filhos maiores, que não querem a mãe por perto, Marisa é forçada a retornar à antiga profissão quando surge Timekeeper (Jeremy Piven), um vilão com o poder de manipular o tempo.
Confira o trailer:
- Projeto X - Uma festa fora de controle (EUA)
Três alunos do colegial resolvem fazer uma festa para sair do anonimato. Mas, as notícias se espalham rapidamente e a festa se torna algo muito maior do que eles esperavam. O produtor do filme é Todd Phillips, diretor do sucesso "Se Beber, Não Case!".
Confira o trailer:
- Habemus Papam (Itália/França)
O novo papa eleito (Michel Piccoli) sofre um ataque de pânico no momento em que deveria aparecer na varanda da Praça de São Pedro para saudar os fiéis. Seus conselheiros procuram a ajuda de um conhecido psicanalista ateísta (Nanni Moretti). Mas o medo da responsabilidade que a confiança que lhe foi depositada representa é algo que só ele mesmo poderá enfrentar.
Salas e Cinemas em São Paulo
Confira o trailer:
Confira o trailer:
- Protegendo o Inimigo (EUA)
Denzel Washington interpreta um perigoso renegado da CIA. Quando o esconderijo na África do Sul onde ele está detido é atacado por mercenários, o inexperiente oficial (Reynolds) foge junto com ele. Agora, os mais improváveis aliados têm que permanecer vivos o maior tempo possível para descobrirem quem os quer mortos.
Salas e Cinemas em São Paulo
Confira o trailer:
Confira o trailer:
- Shame (Reino Unido)
Brandon (Michael Fassbender) é um novaiorquino de 30 anos que é viciado em sexo. Porém, sua rotina acaba sendo afetada quando sua irmã Sissy (Carey Mulligan) resolve morar de surpresa com ele.
Salas e Cinemas em São Paulo
Confira o trailer:
Confira o trailer:
Marcadores:
2012,
Estreias,
Lançamentos
O Noivo da Minha Melhor Amiga
Você deve estar pensando: lá vem outra comédia romântica cheia de clichês. E está certo quanto à parte do "outra comédia romântica". Mas, desta vez, os clichês, apesar de existirem, são substituídos por um roteiro cheio de originalidades. "O Noivo da Minha Melhor Amiga", que só pelo nome já te remete a outras tantas comédias, é uma gostosa surpresa.
Rachel (Ginnifer Goodwin) acaba de completar 30 anos e não está contente com o rumo que sua vida tem levado. Depois da festa surpresa que sua melhor amiga Darcy (Kate Hudson) organiza para ela, Rachel termina a noite ao lado de Dex (Colin Egglesfield). Claro, ela também acorda pela manhã com ele deitado em sua cama depois de uma noite de amor. O problema é que Dex não é apenas seu amigo desde a faculdade. Ele é também o noivo de Darcy. E Rachel é a madrinha de casamento dos dois. Nos dois meses que antecedem o casamento, Rachel e Dex precisam descobrir o que sentem realmente um pelo outro.O filme é uma adaptação do livro "Something Borrowed", de Emily Giffin. Óbvio que vou dar um jeito de lê-lo em breve. O interessante é que os direitos dele foram comprados pela atriz Hilary Swank, do ótimo "Menina de Ouro", que está investindo na sua carreira de produtora. O diretor é Luke Greenfield, que também esteve por trás das câmeras em "Show de Vizinha". Ele consegue fazer com que o filme funcione, com um roteiro bem elaborado e original. "O Noivo da Minha Melhor Amiga" é uma receita boa para se fazer comédia romântica. Tem uma boas histórias que estão bem costuradas e doses certas de humor.
Que os nomes dados para os filmes aqui no Brasil às vezes são ridículos, a gente está cansado de saber. Mas, neste caso, além de ter deixado o filme pouco atrativo, o título tirou totalmente o significado do nome em inglês. "Something Borrowed" quer dizer "algo emprestado". Existe uma tradição americana em que a noiva sempre tem que casar com algo azul, algo novo e algo emprestado. No filme, o algo emprestado é o noivo. Bem melhor que "O Noivo da Minha Melhor Amiga", não é?
Kate Hudson está perfeita no papel da amiga egoísta. Ela já interpretou algo bem parecido quando fez Liv, em "Noivas em Guerra". Darcy é super sexy e confiante. Tudo sempre deu certo na vida dela e continua dando até o final do filme. Isso é capaz de intimidar qualquer uma. Principalmente Rachel, que cresceu acompanhando as vitórias da amiga. Ginnifer Goodwin também se encaixa bem no papel de Rachel. A atriz tem mesmo cara da amiga que cresceu a sombra da amiga mais bonita. Aliás, ela merecia crescer assim. Que tipo de pessoa não percebe que um cara como Colin Egglesfield está a fim dela?
Colin Egglesfield, aliás, está muito bem no papel do indeciso Dex. O ator, conhecido pelo seriado "Melrose Place", é a cara do galã Tom Cruise. Eu o acho até mais bonito que o marido da Katie Holmes. Mas Colin não é apenas um rostinho bonito (e um corpo maravilhoso). Sua atuação é bem satisfatória. Ele consegue passar, com facilidade, os pensamentos e sentimentos do personagem através dos olhos e das expressões faciais.
Mas o destaque no quesito elenco fica para John Krasinski ("Simplesmente Complicado" e a série "The Office"). Ele é o amigo de infância de Rachel e Darcy, Ethan. John está presente nas melhores cenas do filme. Inclusive nas mais engraçadas. Como na cena em que ele disputa uma interessante partida de badminton em um dos finais de semana que o grupo passa nos Hamptons, balneário próximo a Nova York. Por ser dono da melhor atuação, senti falta de um final - ou de uma indicação de um final para seu personagem. Fica a impressão de que, depois de passar o longa inteiro tentando ajudar Rachel a tomar uma decisão, ele é simplesmente descartado do desfecho da história.
Sou grande fã de comédias românticas. Mas, ultimamente, tenho encontrado dificuldade para gostar dos novos filmes. Previsíveis demais. Esse foi o principal motivo que me fez gostar deste longa. Além do fato de ser super fácil a identificação com a personagem principal. Quem nunca se interessou por um cara e viu a melhor amiga levar a melhor? Ou já se torturou achando que poderia estar interessada no namorado da melhor amiga?
Fatos possíveis de ser tornarem realidade, relações complicadas, amor, humor e belas paisagens. Tudo isso, e um pouco mais, fazem com que o "O Noivo da Minha Melhor Amiga" seja tão interessante.
Marcadores:
2011,
Comédia Romântica,
Filmes
10/03/2012
Like Crazy
“Eu achava que entendia, mas não era verdade.
Eu precisava acreditar nisso, em você e eu.”
Fazia um bom tempo que eu não assistia a um filme que mexesse tanto comigo. “Like Crazy”, sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil, é um romance simples e benfeito. A história aborda o temido relacionamento à distância com naturalidade e consegue demonstrar o amor verdadeiro com facilidade.
Anna (Felicity Jones) é uma garota inglesa que estuda em Los Angeles. Lá, ela conhece Jacob (Anton Yelchin). Depois de um café, os dois começam a se conhecer e a viver uma bonita história de amor. O relacionamento está indo muito bem, até que chega o dia que Anna precisa retornar à Inglaterra, pois seu visto de estudante venceu. Apaixonada, a garota ignora a lei e resolve ficar durante o verão ao lado de Jacob. Anna viaja então para passar uma semana na Inglaterra. Na volta, sua permanência irregular de verão é descoberta pelos oficiais americanos e garota acaba deportada. A distância começa a afetar o relacionamento. Com a diferença de fuso horário, a comunicação entre os dois fica cada vez mais difícil. E então, surgem outras pessoas na vida de cada um. Anna e Jacob precisam descobrir se o amor deles supera tudo até que ela consiga a liberação de um novo visto.
09/03/2012
Glenn Close brilha no triste e sufocante "Albert Nobbs"
Uma tristeza densa e a sensação de claustrofobia permeiam cada minuto de "Albert Nobbs", pelo qual Glenn Close e Jane McTeer foram indicadas ao Oscar. A história da mulher que levava vida secreta como mordomo de um pequeno hotel na Irlanda, no fim do século XIX, é tão chocante que nem chega a ser comovente.
Esta foi a segunda vez que Glenn Close interpretou Nobbs. No início dos anos 80, a atriz já havia dado vida ao mordomo no teatro. Além de atuar, compor a canção original e produzir o filme, Close foi uma das responsáveis por adaptar o conto realista/naturalista de George Moore para o cinema. A história original fez parte da coletânea "Celibate Lives" (Vidas Celibatárias), que Moore publicou em 1927, seis anos antes de sua morte.
Conforme definido por uma personagem do filme, Albert Nobbs é uma personalidade bastante esquisita. Escolheu se tornar homem para sobreviver, em decorrência de uma sucessão de tragédias pessoais, conhecidas pelos espectadores somente na metade final do filme. Cada dia vivido é um dia a menos.
Assinar:
Postagens (Atom)








